segunda-feira, 6 de abril de 2015

Capítulo 17

Em casa, depois de mais um dia estressante! Aturar aqueles velhos malucos não é prá qualquer um não! Vívian deita na cama pensando naquela estória do falecido Ludovico… O cara teve um filho, que pode ser a tal Dora Bomfim, que vem a ser mãe do belo Antonio… E ainda tem aquela estória das jóias, de um tesouro ou coisa assim… Ah, vai acabar fundindo a cuca de tanto pensar nessas coisas!… Melhor não pensar. Melhor dormir. Vira prá, vira prá lá, remexe daqui, remexe dali, cobre, descobre e… nada. O tal do sono não aparece! Vívian não entende porque pensa tanto na situação dos barões quando a sua vida está uma droga…!
Uma droga, um lixo, uma bagunça! Não consegue resolver nada, não consegue colocar um ponto final em uma porção de coisas…! Sua estória com o André, por exemplo. Uma confusão só, totalmente enrolada e sem pé nem cabeça! Ela gosta dele, mas falta alguma coisa. Aquela coisa que faz com que se queira estar junto… André é um cara legal. Mas é só isso que ela consegue ver nele: um cara legal. E na opinião dela, caras legais não servem prá namorado! Talvez por isso não esteja dando certo…
Ah, que complicação! Que saudade de casa…! Da vida no interior, de quando tudo era mais simples…! Só que não. Vívian suspira e fecha os olhos, se remexendo na cama. Bem que podia existir uma mágica para fazer o tempo voltar… Ela não teria saído do interior, não teria ido trabalhar com os barões, não teria um namorado-mala… Mas por outro lado, não teria seu dinheirinho, não teria…
__Ah, chega de maluquice, Vívian!_ ela diz_ Vai dormir que teu mal é sono!
E acabou dormindo mesmo. E sonhou com os barões, com o finado falecido Ludovico, com o belo Antonio…

Vívian dormindo

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